Tenha hábitos mais saudáveis em 2010.
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1 - Conceitos (o que é):
A hipertensão arterial é a condição em que os níveis da pressão arterial estão elevados além dos limites considerados normais.
Essa definição é bastante vaga e incompleta, pois é sabido que, em indivíduos normais, a pressão arterial varia bastante no decorrer do dia (p.ex. - mais alta ao acordar, baixando durante o sono) ou quando da prática de exercícios físicos intensos e, mesmo, com alterações emocionais (p.ex. : durante um teste ergométrico, a pressão máxima chega a 170 mm de Hg, em pessoas saudáveis, não-hipertensas).
Da mesma forma, a determinação de quais seriam esses níveis normais tem variado no tempo. Atualmente, a Organização Mundial de Saúde considera como hipertensão arterial valores iguais ou acima de 140 por 90 mm de Hg (quatorze por nove). Encontra-se, em parte do atual informativo de Harvard Medical School , dirigido a pacientes, o seguinte: “Your doctor will diagnose you with hypertension if your blood pressure measures more than 140/90 mmHg on three consecutive visits over several months”.
Por outro lado, segundo o Joint National Committee, também norte-americano, níveis ótimos de pressão seriam abaixo de 120 por 80 e “normais altos” valores tais como 139 por 89, enquanto 140 por 90 já seria hipertensão.
Lembramos que tais exatidões de valores são impossíveis de se medir, na prática dos consultórios, com os instrumentos recomendados ( “aparelhos para medida da pressão arterial usuais, tanto de coluna de mercúrio (Hg), como os esfigmomanômetros aneróides) – Os já conhecidos aparelhos eletrônicos ainda não são bem vistos pela classe médica, devido tanto à sua imprecisão como pela facilidade com que se descalibram.
Frente a essas informações conflitantes e baseadas em experiência clínicas, podemos aceitar como valores normais até 140 por 90, em indivíduos adultos não-idosos, em medidas de pressão sob condições ideais (descritas adiante).
Quando dizemos “120 por 80”, estamos nos referindo à pressão máxima (doze) que é a pressão sistólica (quando o coração já atingiu sua contração máxima) e à pressão mínima (oito) que é a pressão diastólica (quando o coração está relaxado).
2 - Tipos e Causas (quais as causas):
Pode ser classificada em dois tipos:
Hipertensão essencial ou primária - (95%) - não existe uma outra doença causal. É patologia comum, afetando cerca de 25% da população nos países desenvolvidos; no Brasil, é possível que esse índice seja ainda maior, por fatores étnicos e culturais.
Hipertensão secundária – (5%) – existe uma doença que a provoca : hipertensão renal , hipertensão específica da gravidez, diabetes, hipertireoidismo ou outras, menos comuns.
A hipertensão essencial é devida a vários fatores, entre os quais :
3 - Sintomas (como se manifesta):
Em geral, na hipertensão essencial ainda sem complicações, não existem sintomas (o que, em si só, é perigoso). Algumas pessoas sentem dores na nuca ou pressão na cabeça, tonturas, fadiga ou sensação de mal estar ( um tipo de angústia ).
4 - Diagnóstico (como se descobre):
A medida da pressão arterial é essencial e deve ser realizada sob condições ideais – paciente tranqüilo, deitado ou sentado, braço estendido e apoiado em altura equivalente ao coração. O local não deve ser frio e a pessoa não deve fumar ou fazer refeição pesada ou esforço físico maior pouco antes da medida.
Cabe ao médico transmitir tranqüilidade ao paciente, seja conversando ou induzindo o relaxamento (respirações profundas são bastante úteis).
Exceto em casos mais que evidentes, a hipertensão deve ser confirmada por três medidas da pressão, em dias diferentes e próximos e nas mesmas condições.
5 - Fatores predisponentes e agravantes:
6 - Complicações: quando não tratada, a hipertensão essencial leva, mais cedo ou mais tarde, a complicações graves, muitas delas fatais:
7 - Tratamento: A hipertensão arterial não tem cura, mas pode muito bem ser controlada, desde que corretamente tratada, evitando complicações.
Tratamento não-medicamentoso - redução drástica da ingestão de sal, exercícios físicos (mesmo que leves, tipo caminhadas), redução do excesso eventual de peso, correção da alimentação incorreta, desuso de estimulantes e do tabagismo – são medidas de extrema importância. Na hipertensão essencial de grau leve, podem ser suficientes para seu controle.
Tratamento medicamentoso – vários tipos de drogas podem ser usadas no controle da hipertensão essencial – sua adequação varia com o grau da doença, raça, idade e com diversos outros fatores. Citados, a seguir, alguns dos principais grupos:
A elevação da pressão sanguínea acima do limite admitido costuma ser uma perturbação hemodinâmica por múltiplas causas. Estudos, baseados em evidências científicas, tem comprovado o papel de fatores psicossociais ou do estresse no desenvolvimento de alguns tipos de hipertensão essencial. O contexto de urbanização favorece o aumento da quantidade de situações estressantes, além de promover a ruptura dos laços sociais que oferecem apoio e suporte ao indivíduo, funcionando como moderadores ou atenuadores dos efeitos estressantes. Provoca também mudanças de hábitos físicos e sociais que contribuem, também, para elevação da PA.Exaustivos estudos clínicos e experimentais têm evidenciado a correlação de situações ansiogênicas (ou estressantes) com a liberação de catecolaminas e corticosteróides e sua repercussão cardiovascular.Em um estudo realizado com 50 pacientes ambulatoriais de H.A,41 estabeleceram relação entre um evento particular de vida e um aumento de sua pressão, 28 empregam o termo nervoso como explicação.(Tânia M.S. Braga, Rachel R. Kerbany).
Se é fato inconteste a repercussão cardiovascular face a situações ansiogênicas ou estressantes, torna-se mais difícil explicar por que algumas pessoas reagem dessa forma, enquanto outras não. Parece haver uma espécie de filtro, através do qual os eventos ambientais são percebidos pelo indivíduo, que exerceria um efeito moderador ou hipertrofiador, dependente do próprio indivíduo. Poder-se-ia sumariamente dizer que uma situação vivida pelo indivíduo sofre um processamento que envolve sua avaliação (quanto à possível ameaça a integridade, coesão e sobrevivência do organismo) e escolha (decisão) do método para enfrentá-la, resultando em uma dada resposta. A elevação da pressão arterial faria parte dessa resposta - em condições fisiológicas, cessada a ação do agente estressante, cessaria a resposta hipertensiva.
Fatores constitucionais e as primeiras experiências de vida (estrutura da personalidade do individuo) representam o núcleo desse sistema de avaliação a que se acrescentariam as normas e valores introjetados e as circunstâncias atuais ou passadas. Desse modo podemos compreender que, face às mesmas situações, os indivíduos reagirão de forma diferente conforme seu modo peculiar de avaliar as situações, o que, por sua vez, estará na dependência direta da história e circunstâncias de suas vidas. De acordo com essa avaliação individual as circunstâncias atuais são julgadas como mais ou menos ameaçadoras, exigindo maior ou menor esforço de adaptação e ocasionando maior ou menor intensidade (e duração) das respostas adaptativas. O mundo intrapsíquico pode, portanto, se constituir numa fonte de ameaças ou tranquilização para o indivíduo face ao mundo que o rodeia. Isso implica considerar como geradores de estresse, não só as situações ou fatores ambientais, mas a estrutura e os conflitos intrapsíquicos do indivíduo, frutos de sua personalidade e história de vida.
Em estudos sobre hipertensos, vários autores enfatizam a importância desse filtro pessoal. O que parece claro é que qualquer tipo de estresse experimental ou ambiental eleva a PA. Nos hipertensos essa elevação é mais acentuada e prolongada.Tudo isso, por sua vez, dependerá da predisposição genética do indivíduo a reagir hipertensivamente e do seu sistema pessoal de avaliar e enfrentar as situações estressantes, que é pessoal e inerente à sua história de vida ocasionando, na interação com o ambiente, núcleos de tensão que redundam na hipertensão. Linden (1981) observou que os hipertensos tendem a se colocar de modo mais passivo diante das situações, antecipando conseqüências negativas freqüentemente. Franz Alexander foi um dos primeiros autores a observar e descrever a peculiaridade daquilo que chamava de Personalidade Hipertensiva. Trata-se de uma pessoa com um núcleo de hostilidade reprimida. Atualmente crê-se que além deste traço hostil reprimido, o hipertenso pode apresentar também um afeto depressivo, dependência dissimulada, passividade, sentimentos pessimistas e dificuldade para externar emoções.
Considerando que o fator emocional está relacionado como importante fator de risco para o desenvolvimento desta doença, torna-se necessário que a saúde mental seja uma especialidade médica básica, tendo em vista sua contundente presença na relação médico-paciente, no diagnóstico diferencial, na relação do paciente com sua doença, na perpetuação de sintomas, no desenvolvimento de quadros psicossomáticos. Do ponto de vista clínico, parece-nos importante identificar o núcleo de tensão do hipertenso. A possibilidade de falar e refletir sobre o mesmo, buscando outras alternativas de enfrentamento que não a resposta hipertensiva, em alguns casos é suficiente para o controle tensional. As reações emocionais e psíquicas do paciente são uma realidade do dia-a-dia de cada profissional da saúde.
Portanto os especialistas recomendam que os profissionais da saúde valorizem os aspectos emocionais do hipertenso. Nesse contexto, a Psicoterapia torna-se bastante útil, ao permitir que o indivíduo tome consciência de seu núcleo de tensão e busque outras formas de lidar com ele, que não o desenvolvimento de hipertensão arterial.
Substitua metade do sal usado nas preparações por temperos naturais como o alho, a cebola, cheiro verde, manjericão, gengibre, alecrim, pimentões, pois ressaltam o sabor dos alimentos.
Equipe Multidisciplinar CONSERVARE: NUTRICIONISTA Cíntia Gisela Bezuti GioraAinda não sabemos até que ponto o exercício regular consegue minorar uma condição hipertensa, porém parece que a pressão arterial tanto sistólica quanto diastólica pode ser reduzida num grau moderado com um programa de exercícios aeróbios.
O mecanismo exato do efeito do exercício no sentido de reduzir a pressão arterial é desconhecido, porém pode ocorrer em virtude de uma redução nas catecolaminas, observada com o treinamento. Essa resposta contribuiria para uma queda na resistência periférica ao fluxo sangüíneo e uma redução subseqüente na pressão arterial. O treinamento com exercícios também pode facilitar a eliminação de sódio pelos rins, de forma a reduzir subseqüentemente o volume líquido e a pressão arterial.
Portanto recomenda-se atividade física para todo hipertenso, como coadjuvante importante no tratamento, com o monitoramento de um profissional educador físico e acompanhamento da evolução do tratamento, através de um médico.
Em linhas gerais, uma caminhada de, no mínimo, 30 minutos, três vezes por semana, em terreno plano, auxilia na melhoria das condições circulatórias e conseqüentemente da hipertensão arterial.
Equipe Multidisciplinar CONSERVARE:
EDUCADOR FÍSICO
Gerson Reis
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